quarta-feira, 18 de agosto de 2010

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pensar em ti, faz-me bem. eu sei, eu sei que me odeias e sei que nem me queres ver mais mas que apesar de tudo, afecto o teu sistema imunitário e ainda vibro contigo. tambem sei que o que queres mais é que eu morra porque nunca alguem te magoou assim, e apesar de tudo eu sabia que o fim estaria pra chegar, isso é o pior, nao o consegui evitar. escrever sobre ti e sobre o facto de nao te conseguir odiar por mais merdas que me pareça que faças, é instavel para a minha pessoa. tu tens grande parte do que é meu, tens grande parte de mim. amanha vou começar a arrumar. a arrumar tudo que é teu por caixinhas, vou tentar livrar-me de ti e daqui que me liga a ti. eu sei que magoa saberes isto assim mas eu nao vou aguentar viver sem ti e por isso, tenho de agir de forma brusca comigo mesma. no fundo, e sei que nunca vais conseguir admitir e eu nem sei se é verdade: tu andaste apaixonado por mim durante meses, meses esses que se arrascaram até datas presentes, meses esses que tu querias ver perto de ti e que te magoa saber a hipotese de eu algum dia te puder a vir trocar. essa hipotese nunca foi posta no meu naipe, gostava pouca da carta que me dizia 'vira uma, venha outra'. vou-te confessar algo, eu nunca tinha amado alguem como te amei a ti. eu sei, fui uma burra, errei e nao mereço perdao, eu sei! e é por isso que te tenho discutir porque eu, de forma alguma, quero começar a odiar-te. eu no fundo, amo-te incondicionalmente e nao suporto a ideia de outro alguem te tocar e fazer-te de ti 'dono de outras provincias'. tu és o dono da minha e foste forçado a abandona-la, nao me forces a mim, ter que te deixar desta maneira brusca!
no final, serei capaz de te contar tudo o que em tempos passei para conseguir lidar com a tua presença noutro ser, de uma maneira tao serena. mas agora (...) agora nao te quero. fingir que ja nao existes é uma maneira fingitiva de te tentar esquecer, acalma-me. mas um dia, sei que ja nao estaras ca definitivamente e será nesse mesmo dia, o dia em que te esqueci.

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