- liga-me tu.
- estou, que me queres? ... nao dizes nada?
- estou a ver um filme.
- entao eu vou dormir.
- diz até amanha
(...)
- até amanha!
espero pelo amanha que ainda nao chegou!
e espero pela mensagem do dia seguinte, pelas promessas que nao foram cumpridas, pelas juras que nao foram lidas... mas afinal, para que continuo eu a esperar por alguem que tanto me mentiu?
- ela ainda te afeta?
- nao é afetar, é eu nao conseguir entender para que foram estas mentiras todas quando eu descubri tudo no fim, e nem foi o facto de ela me ter mentido, foi mais o facto de sempre que discutiamos fazer com que eu me sentisse culpada, quando afinal, eu nem tinha feito nada comparado a ela!
- eu compreendo, vais perder quem é mais importante por alguem que te mentiu durante imenso tempo?
- nao, isso eu nao vou e sei quem realmente quero do meu lado, mas eu nao consigo entender o porquê de me ter escondido todas as verdades da sua vida.
- tinha medo.
- mas medo de quê?
- que a julgasses.
- mas... julgar?
- sim. prometeu que iria mudar, nao mudou; fez com que confiasses no que dizia e afinal agora descobres que há historias por contar (...) teve medo de te perder.
- ela nao me teria perdido se me falasse verdade (...)
nao precisava de ter sido assim!
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